A instituição foi reconhecida pela NVIDIA como um CUDA Research Center. Com isso, a UFF se junta a um seleto grupo de 20 instituições acadêmicas no mundo que já desenvolvem projetos científicos utilizando essa arquitetura como base.
CUDA é uma arquitetura de computação paralela desenvolvida pela NVIDIA, presente em suas unidades de processamento gráfico (GPUs). A tecnologia permite que programadores utilizem a linguagem C para desenvolver aplicativos que podem ser acelerados por GPU, ampliando seu desempenho para a execução de cálculos e outros tipos de processamento.
Desde que a arquitetura foi desenvolvida, em 2007, a UFF apresentou mais de dez estudos científicos que mostram o potencial de utilização das GPUs e suas diversas aplicações em áreas como medicina, biologia, óleo e gás. Atualmente, a instituição tem 20 estudiosos que trabalham diretamente em projetos de pesquisa baseados em CUDA para uso em GPUs.
Um dos maiores projetos desenvolvidos pela UFF foi financiado pela Petrobras, no qual os pesquisadores utilizaram ondas acústicas capturadas no subsolo para identificar áreas mais propensas à descoberta de petróleo. “Um projeto desta envergadura pressupõe a realização de trilhões de cálculos. Usamos a tecnologia CUDA para desenhar os aplicativos e potencializá-los nas GPUs de nosso supercomputador. Um dos maiores benefícios é a redução do tempo de processamento dos dados”, conta Esteban Walter Clua, professor do departamento de computação e coordenador do Media Lab da UFF.
Entre as instituições nomeadas como CUDA Research Centers estão: University of California (Los Angeles), Johns Hopkins University, North Carolina State University, HP Labs (Califórnia), Barcelona Supercomputing Center (Espanha), Nanyang University (Cingapura), Karlsruhe institute of Technology (Alemanha) e Swinburne University of Technology (Austrália).
Para Arnaldo Tavares, gerente de vendas da linha Tesla no Brasil e Cone Sul, a inclusão da UFF entre os centros de referência “vai despertar ainda mais o interesse de alunos e pesquisadores de todo o Brasil sobre o assunto”. Segundo o executivo, o crescimento do número de pesquisadores também beneficia o segmento da simulação, já que os aplicativos desenvolvidos em CUDA acelerados por GPUs conseguem realizar mesmo as simulações mais complexas praticamente em tempo real.


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